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Secretária da Mulher afirma que PM tem autonomia para atuar na UFMT em Cuiabá

Tenente-coronel Hadassah Suzannah rebateu declarações da reitora Marluce Souza sobre protocolos de abordagem policial no campus.

Por Redação VORA News
Secretária da Mulher afirma que PM tem autonomia para atuar na UFMT em Cuiabá

A secretária municipal da Mulher de Cuiabá, tenente-coronel Hadassah Suzannah, defendeu a autonomia da Polícia Militar para realizar policiamento e revistas pessoais no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A manifestação ocorreu nas redes sociais como resposta a declarações da reitora da instituição, Marluce Souza.

A reitora Marluce Souza afirmou que a PM possui livre acesso à universidade, mas defendeu a adoção de critérios para evitar abordagens desnecessárias ou constrangedoras com servidores e estudantes. Para a reitora, a gestão atual busca impedir vistorias que amedrontem a comunidade acadêmica, diferenciando a abordagem de alunos daquela feita a criminosos.

Hadassah Suzannah questionou a existência de protocolos diferenciados para estudantes e argumentou que a polícia, por ser preventiva, pode realizar revistas baseadas em fundada suspeita. A secretária afirmou que a corporação não depende de autorização da reitoria para entrar e atuar nas dependências da UFMT, citando a Constituição Federal.

A discussão surge em um contexto de críticas do prefeito Abilio Brunini, que considera que restrições à atuação policial podem prejudicar o combate ao tráfico de drogas e à criminalidade. Marluce Souza rebateu as falas do prefeito e lembrou que a UFMT cedeu um prédio para a PM no campus há mais de 20 anos.

A reitora informou que a universidade recuperou R$ 7 milhões em recursos federais para a construção de alambrados e duas novas guaritas, com obras previstas para começar nesta sexta-feira, dia 6. Além disso, a instituição recebeu 90 câmeras de monitoramento do programa Vigia Mais, do Governo de Mato Grosso.

As medidas de segurança ocorrem após episódios de violência no campus, incluindo furtos, arrombamentos, denúncias de assédio e o assassinato e estupro de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, ocorrido em julho de 2025.

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