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Investimentos em etanol elevam arrecadação de ICMS em Mato Grosso

Setor investiu R$ 27 bilhões desde 2017 e deve injetar mais R$ 6,8 bilhões até 2028 no estado.

Por Redação VORA News
Investimentos em etanol elevam arrecadação de ICMS em Mato Grosso

As usinas de etanol em Mato Grosso investiram R$ 27 bilhões a partir de 2017, com previsão de aportes adicionais de R$ 6,8 bilhões até 2028. O movimento foi impulsionado por políticas de incentivo como o PRODEIC, resultando em uma arrecadação estimada de ICMS de R$ 3 bilhões em 2025, superando em R$ 1,1 bilhão os incentivos concedidos no período.

Dados do Observatório de Mato Grosso, da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT) e do Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso (BIOIND-MT), indicam que a arrecadação do setor deve chegar a R$ 3,5 bilhões este ano. A projeção é de crescimento acompanhando a produção, com a entrada de novas plantas nos próximos dois anos.

O presidente do BIOIND-MT, José Fernando Mazuca Filho, afirma que a participação da indústria de etanol no ICMS estadual subiu de 4% em 2019 para 12%. Para Mazuca, o aprimoramento das políticas industriais viabilizou a expansão das usinas, gerando reflexos econômicos para o estado e para as cidades vizinhas às unidades.

Entre 2020 e 2025, a arrecadação estimada de ICMS do setor foi de R$ 10,7 bilhões, enquanto os incentivos somaram R$ 6,5 bilhões. O levantamento aponta que cada R$ 1 concedido em incentivo gerou R$ 4,10 em investimentos privados. Em 2025, a arrecadação do setor ficou mais de sete vezes maior do que em 2019.

Silvio Rangel, presidente da FIEMT, destaca que a industrialização da matéria-prima amplia a renda e a geração de empregos. Segundo simulações, se a produção tivesse mantido os níveis de 2019 e o PRODEIC não fosse ampliado, a arrecadação de ICMS em 2025 seria 67% menor, com uma perda de cerca de R$ 2 bilhões.

O consultor tributário do BIOIND-MT, José Lombardi, explica que o PRODEIC compensa a desvantagem logística de Mato Grosso, que fica distante dos mercados consumidores. Em 2025, os custos de fretes interestaduais atingiram R$ 2,8 bilhões, valor que supera a totalidade dos incentivos recebidos pelo setor no mesmo ano.

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