Prefeito de Cuiabá sugere punições físicas após furto de fios em igreja
Abilio Brunini mencionou a prática de cortar mãos e pés de criminosos durante evento na capital de Mato Grosso.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, declarou nesta quarta-feira (4) que enviaria ao Congresso Nacional um projeto para cortar a mão e o pé de quem rouba fios de igrejas, caso fosse presidente da República. A fala ocorreu em Mato Grosso, durante a entrega de títulos de propriedade a moradores de bairros da capital, após o gestor saber do furto da fiação da Igreja São Pedro, no bairro Alvorada.
Abilio justificou a declaração como um momento de indignação diante de uma onda de vandalismo e furtos em instituições católicas e evangélicas no Brasil. O prefeito citou a forma como o Hamas e o Estado Islâmico lidam com crimes, afirmando que a impunidade no país é muito grande.
Posteriormente, o prefeito reconheceu que a medida de mutilação seria exagerada e não é o caminho adequado. No entanto, ele defendeu a aplicação de regras mais rígidas para que autores de crimes contra o patrimônio público ou privado sejam responsabilizados.
A punição sugerida inicialmente é proibida pela Constituição Federal, que veta penas cruéis e mutilações físicas, assegurando a integridade física e moral dos detentos.
Atualmente, o furto de fiação elétrica já possui punições no Código Penal. De acordo com a Lei nº 15.181, com alterações de abril de 2026, a pena para o furto de cabos de energia, telefonia e transmissão de dados é de dois a oito anos de reclusão, além de multa.
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