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STJ nega liberdade a empresário acusado de planejar morte em Sorriso

Gabriel Júnior Tacca permanece preso preventivamente por suspeita de mandar matar amigo em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
STJ nega liberdade a empresário acusado de planejar morte em Sorriso

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade do empresário Gabriel Júnior Tacca, acusado de planejar o assassinato de Ivan Michel Bonotto em Sorriso, Mato Grosso. A decisão, assinada pelo ministro Joel Ilan Paciornik nesta terça-feira (3), manteve a prisão preventiva do investigado.

Gabriel foi detido no âmbito da Operação Inimigo Íntimo, da Polícia Civil. As investigações indicam que ele teria contratado Danilo Guimarães, também preso, para matar Ivan. A motivação do crime seria uma possível traição entre a vítima e Sabrina Iara de Mello, médica que era esposa do empresário na época.

O crime aconteceu em 22 de março de 2025, em um bar de propriedade de Gabriel no bairro Residencial Village, em Sorriso. Ivan, que morava em Tapurah e era amigo próximo do casal, foi atacado com golpes de faca pelas costas. A vítima ficou internada no Hospital 3 de Maio por três semanas, mas faleceu em 13 de abril.

A Polícia Civil aponta que o empresário teria atraído a vítima ao estabelecimento comercial para a execução do plano, que teria sido organizado para simular uma briga. Imagens de segurança foram utilizadas pelos investigadores para reconstruir a dinâmica do ataque.

A defesa de Gabriel questionou a manutenção da prisão e alegou a falta de elementos atuais para a medida cautelar. No entanto, o ministro Joel Ilan Paciornik considerou que as decisões anteriores foram fundamentadas, destacando a premeditação do crime e o uso da relação de amizade para organizar a ação.

Com a decisão, o STJ preservou o entendimento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O magistrado ressaltou que a necessidade da prisão preventiva não depende apenas do tempo passado desde o crime, mas da permanência dos motivos que justificaram a medida.

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