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PF investiga pagamentos suspeitos no TCE em Cuiabá, Mato Grosso

Conselheiro afastado e assessores são alvo de apuração sobre movimentações financeiras atípicas.

Por Redação VORA News
PF investiga pagamentos suspeitos no TCE em Cuiabá, Mato Grosso

O conselheiro José Carlos Novelli, afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso por decisão do STJ na Operação Tomada de Contas, recebeu R$ 8.874.885,75 da instituição entre janeiro e outubro de 2025. De acordo com a Polícia Federal, R$ 7,34 milhões desses valores foram transferidos fora da data de pagamento dos salários.

A investigação aponta que, a partir de setembro, dois assessores ligados à família de Novelli passaram a receber pagamentos nos mesmos lotes bancários do conselheiro. Vitor Turri Romano, genro de Novelli e chefe de gabinete da comissão presidida por ele, recebeu R$ 1,07 milhão no período, com saltos remuneratórios que chegaram a R$ 325,7 mil em setembro.

Márcio Antônio Silvério, assessor técnico do Ministério Público de Contas e indicado como marido de uma prima de Novelli, também teve aumento nos recebimentos. Em setembro, ele recebeu R$ 320,4 mil em quatro ordens, sendo duas no mesmo lote de Vitor. O ministro Og Fernandes busca esclarecer se as contas dos assessores serviam para repasse de valores ao conselheiro.

Outros servidores da Comissão Permanente de Infraestrutura, Tecnologia e Desestatização também são investigados. O técnico Jocimauro Bento do Carmo recebeu R$ 3.032.042,17 em 2025 e foi filmado retirando blocos de dinheiro em espécie no caixa do Sicoob dentro do TCE. O servidor adquiriu um imóvel de R$ 860 mil em Cuiabá em setembro.

O secretário de Tecnologia da Informação, Olavo Lage Filho, recebeu R$ 888 mil no período. A Procuradoria-Geral da República identificou que parcelas de R$ 105 mil, registradas como pagamento a fornecedores, foram destinadas a cinco pessoas: Novelli, Olavo, Jocimauro, Valter Albano e Gonçalo Domingos.

Como medida cautelar, o ministro suspendeu as funções de Novelli, Vitor, Márcio, Jocimauro e Olavo, proibindo a entrada deles no tribunal e o contato entre os investigados. O conselheiro e Olavo estão impedidos de transacionar bens acima de R$ 50 mil ou operar empresas sem autorização judicial.

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