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Câmeras registram saques em dinheiro no TCE-MT em Cuiabá

Polícia Federal apura movimentações financeiras ligadas ao presidente afastado da Corte e servidores.

Por Redação VORA News
Câmeras registram saques em dinheiro no TCE-MT em Cuiabá

Imagens de segurança de uma agência do Sicoob no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá, registraram saques em espécie feitos por pessoas ligadas ao presidente afastado da instituição, Sérgio Ricardo de Almeida. De acordo com a Polícia Federal, as operações continuaram mesmo após agentes estarem no local, em outubro de 2025, para coletar informações sobre a cooperativa.

O relatório da PF detalha que a chefe de gabinete, Roseli Loss, realizava as retiradas, enquanto o secretário executivo, Adriangelo Barros Antunes, recolhia os valores em malotes ou mochilas. Entre janeiro e setembro de 2025, foram registrados 144 saques, com valores entre R$ 1 mil e R$ 490 mil, totalizando R$ 14,1 milhões.

Os investigadores apontam que a presença policial na agência alterou o padrão das retiradas. Saques próximos a meio milhão de reais deixaram de ocorrer com frequência, mas novas movimentações foram registradas em 2026. Em maio daquele ano, Roseli Loss teria feito dois saques de R$ 100 mil cada.

A Polícia Federal calculou que Sérgio Ricardo movimentou, em média, R$ 54,3 mil por dia em dinheiro vivo, superando R$ 1,6 milhão mensalmente. O conselheiro alegou que os valores eram pagamentos retroativos de quatro anos de afastamento, porém a PF afirma que as quantias são incompatíveis com a remuneração do cargo.

A apuração, parte da Operação Tomada de Contas, investiga se recursos públicos do TCE-MT foram desviados via pagamentos a fornecedores e ordens bancárias, retornando aos investigados por um sistema paralelo. O caso é acompanhado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Sérgio Ricardo permanece preso no Batalhão de Operações Especiais, em Cuiabá, e Roseli Loss foi encaminhada ao presídio feminino Ana Maria do Couto May. Outros servidores, como Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke, tiveram a prisão mantida em Várzea Grande.

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