Mato Grosso registra cerca de 90 denúncias de assédio eleitoral
Ministério do Trabalho e Emprego alerta para subnotificação de casos de pressão política no ambiente profissional em MT.

Um levantamento preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que Mato Grosso possui aproximadamente 90 denúncias de assédio eleitoral no trabalho. No cenário nacional, a base de dados soma cerca de 4,3 mil registros de discriminação, ameaças e pressões por escolhas políticas para as eleições de 2026.
O superintendente regional do MTE em Mato Grosso, Gerson Antônio Delgado, afirmou que o número de casos pode ser maior, pois sindicatos relataram indícios de assédio que ainda não foram formalizados. Ele informou que a fiscalização do trabalho no estado recebeu apenas duas denúncias diretamente.
Delgado explicou que as equipes de fiscalização priorizarão denúncias de discriminação política. O foco inicial do órgão em Mato Grosso tem sido a orientação e conscientização de empregadores, alertando que a prática pode gerar multas e medidas judiciais para reparação de danos coletivos.
Em levantamento distinto, o Ministério Público do Trabalho (MPT) contabilizou 61 denúncias de assédio eleitoral em Mato Grosso entre janeiro e 28 de outubro. Desse total, 31 ocorreram nos três dias após o segundo turno. O MPT abriu 25 investigações e emitiu 31 recomendações preventivas.
Os relatos ao MPT incluem monitoramento de redes sociais, ameaças de demissão, exigências de participação em reuniões políticas e restrições ao uso de roupas de cores específicas. As instituições ressaltam que a legislação proíbe que patrões pressionem funcionários devido ao voto.
O MTE orienta que qualquer pessoa que presenciou ou sofreu assédio pode denunciar, mesmo após o pleito. É recomendado informar data, local, nome da empresa e apresentar provas como áudios, mensagens e documentos para auxiliar a apuração dos fatos.
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