Cotações do agro
Ver mais
Cuiabá
--:--
--°CCuiabá - MT
Segurança digital

STJ nega recurso de advogado investigado por golpes em Cuiabá, MT

Defesa tentou anular provas de esquema que utilizava nomes de magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
STJ nega recurso de advogado investigado por golpes em Cuiabá, MT

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça, rejeitou o habeas corpus apresentado pela defesa do advogado Rafael Moraes Valente. O profissional é investigado por integrar um grupo que utilizava o nome do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, para aplicar golpes em Cuiabá.

A defesa do advogado solicitava a anulação de buscas e de todas as provas colhidas. O argumento era que o corregedor-geral não teria competência para autorizar medidas cautelares penais, como buscas domiciliares, durante a tramitação do caso na Corregedoria-Geral da Justiça.

O relator decidiu não conhecer do pedido, justificando que a investigação retornou à primeira instância. Como o Juízo das Garantias de Cuiabá ainda não se manifestou sobre a validade das provas, o ministro afirmou que a questão deve ser analisada primeiro pelas instâncias inferiores.

A decisão destacou que as medidas foram solicitadas pelo Ministério Público, e não abertas por iniciativa da Corregedoria. Para o ministro, esse detalhe diferencia a situação de outros julgados sobre a atuação de corregedores em apurações criminais.

O caso teve início em 12 de agosto de 2025, quando um motorista de aplicativo foi contratado para levar uma encomenda ao TJMT, em Cuiabá. Ao chegar, o motorista recebeu um envelope com R$ 10 mil, porém a presidência do tribunal informou que não solicitou nem autorizou a entrega.

As investigações apontam que os nomes do desembargador José Zuquim Nogueira e dos juízes Geraldo Fidelis e Francisco Ney Gaiva foram usados para dar credibilidade ao grupo. Os três magistrados constam como possíveis vítimas no processo enviado ao STJ.

Os crimes apurados são associação criminosa e falsidade ideológica. Até o momento, não houve condenações, e a defesa poderá continuar discutindo a validade das provas na primeira instância.

Mais notícias de Mato Grosso