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Justiça mantém júri de Marcos Paccola por morte de agente em Cuiabá

Decisão autoriza nova testemunha de defesa e garante acesso a provas do processo em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Justiça mantém júri de Marcos Paccola por morte de agente em Cuiabá

A juíza Cristhiane Trombini Puia Baggio manteve a data de 17 de novembro, às 9h, para o Tribunal do Júri do ex-vereador de Cuiabá e tenente-coronel da Polícia Militar, Marcos Eduardo Ticianel Paccola. Ele é acusado de matar o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, de 41 anos, em Mato Grosso.

A magistrada autorizou a inclusão de Mauro da Costa Ribas Júnior como testemunha de defesa, em substituição a Luciano Anechini Lara Leite. Embora o Ministério Público tenha sido contrário, a juíza decidiu que a medida evita comprometer o direito de defesa, definindo que Mauro será ouvido como testemunha comum.

A decisão também assegura aos advogados o acesso total às provas da investigação, inclusive itens fora do sistema eletrônico. Estão incluídos na lista a pistola Canik TP9 V2, o celular da vítima, armas, projéteis, estojos de munição e gravações de comércios.

Sobre o pedido de suspeição da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, a defesa alegou conflito com o advogado Cláudio Dalledone Júnior devido a uma reclamação no Conselho Nacional de Justiça. Cristhiane Trombini determinou que o pedido seja encaminhado à própria Mônica Perri para decisão.

O caso foi integrado ao Programa Mais Júri da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para acelerar o processo. A juíza destacou que o crime aconteceu há mais de quatro anos e que a sessão já passou por diversos reagendamentos.

O homicídio ocorreu em 1º de julho de 2022, no bairro Quilombo, em Cuiabá, após discussão de trânsito. Investigações apontam que Paccola disparou três vezes pelas costas da vítima. O ex-vereador alegou legítima defesa e teve o mandato cassado em outubro de 2022 por quebra de decoro parlamentar.

Marcos Paccola responde por homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. A decisão que o levou ao Tribunal do Júri tornou-se definitiva em abril de 2026, após recursos no TJMT e no STJ.

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