Operação da PF no TCE e lista de boicote em Sinop marcam a semana em MT
Ações policiais contra rombo milionário no Tribunal de Contas e reações políticas após eleições presidenciais repercutiram no estado.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Tomada de Contas no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), resultando na prisão preventiva do presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida, e de outras cinco pessoas. A investigação apura irregularidades em contratos e pagamentos, com indícios de um esquema que pode somar R$ 145 milhões.
A ação resultou no afastamento de quatro conselheiros, incluindo Sérgio Ricardo, Guilherme Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Alencar, por determinação do STJ. Foram apreendidos R$ 4,3 milhões em espécie, 31 veículos, 167 relógios, armas, munições e bebidas alcoólicas em mandados cumpridos em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Em Sinop, a circulação de uma lista de boicote a pessoas e empresas supostamente ligadas à esquerda gerou reações. Proprietários de estabelecimentos como a pizzaria Pizza Club, a hamburgueria Space Burger, a loja Flor Morena Modas e a Eclipse Uniformes negaram qualquer vínculo com o PT ou apoio ao governo Lula.
A cantora Allane Carvalho também foi alvo da lista e afirmou que decidiu deixar a cidade de Sinop. Ela relatou que, após episódio semelhante em 2022, sofreu ataques e teve contratos profissionais cancelados.
No cenário político, a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro repercutiu em Mato Grosso, onde Flávio venceu com 66,06% dos votos válidos. O governador Otaviano Pivetta desejou uma gestão exitosa ao presidente e descartou boicotes ao estado, enquanto o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, pediu respeito ao resultado das urnas.
Lideranças do PL em MT apresentaram críticas ao resultado. Ananias Filho citou a cultura do medo, Gilberto Cattani apontou falta de unidade da direita e o coordenador de campanha Odilio Balbinotti mencionou a disseminação de notícias falsas e estelionato eleitoral.
Outros fatos registrados no estado incluem a prisão de uma influenciadora por fraudes eletrônicas, a prisão de Camylla Cristina da Silva Maggi Scheffer em Cuiabá por deixar a filha sozinha, um prêmio da Mega-Sena em Rondonópolis e a aprovação de mudanças territoriais em quatro municípios.
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