Júlio Campos questiona investigação de compra de votos em Várzea Grande, MT
Deputado expressou estranheza sobre a Operação Cathedra Venalis e a data de deflagração das buscas.

O deputado estadual Júlio Campos, do União Brasil, manifestou descrença sobre as suspeitas de compra de votos na Câmara de Várzea Grande, em Mato Grosso. O parlamentar comentou a Operação Cathedra Venalis, que realizou buscas e apreensões contra 15 vereadores de Várzea Grande e Cuiabá para investigar corrupção na eleição da Mesa Diretora.
Júlio Campos demonstrou surpresa com a ação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e questionou o intervalo de tempo entre a eleição, ocorrida em maio, e a operação, deflagrada em outubro. Ele ponderou que a disputa foi renhida, com a vitória da chapa de Wanderley Cerqueira (MDB) sobre a de Lucas Chapéu do Sol (PL) por 12 votos a 11, resultado anulado posteriormente pelo STF.
O deputado comparou a situação com denúncias contra a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL), afirmando que outras queixas municipais não tiveram prosseguimento. Ele afirmou que prefere aguardar o andamento das apurações policiais antes de concluir se houve irregularidades.
Sobre a abordagem aos vereadores de Cuiabá, Alex Rodrigues e Ilde Taques, Júlio mencionou a apreensão de R$ 40 mil em espécie. Segundo a versão ouvida pelo parlamentar, o valor seria para pagar serviços de empreiteiros em uma chácara, embora não tenha sido apresentada documentação comprobatória.
A Operação Cathedra Venalis foi iniciada em 20 de outubro com a mobilização de mais de 200 agentes. Ao todo, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, atingindo 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá.
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