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Mato Grosso

Prefeitos de Tesouro, Primavera do Leste e Paranatinga integram diretoria da AMM em MT

Nova gestão da associação municipalista busca ampliar repasses estaduais e discutir impactos da reforma tributária em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Prefeitos de Tesouro, Primavera do Leste e Paranatinga integram diretoria da AMM em MT

A nova diretoria da Associação dos Municípios de Mato Grosso (AMM) foi definida na última quarta-feira, 28, após suspensão judicial. O ex-prefeito de Colíder, Hemerson Lourenço Máximo, conhecido como Maninho, foi reeleito presidente por unanimidade com 111 votos. A composição inclui o prefeito de Tesouro, João Isaack Moreira Castelo Branco, como segundo vice-presidente, e o prefeito de Rondolândia, José Guedes de Souza, na primeira vice-presidência.

Representantes de outras cidades também assumiram cargos na entidade. O prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, é o primeiro membro titular do Conselho Fiscal, enquanto Antônio Marcos Thomazini, prefeito de Paranatinga, atua como terceiro suplente no mesmo conselho. O deputado federal Juarez Costa foi nomeado presidente de honra.

Uma das metas da gestão é negociar com o Governo de Mato Grosso o aumento dos repasses para a manutenção de estradas municipais. Atualmente, o Fundo Municipal de Transporte dispõe de R$ 172 milhões para este ano. Maninho ressaltou que o estado possui mais de 30 mil quilômetros de estradas, além de pontes e bueiros que exigem cuidados constantes para garantir o transporte escolar e o escoamento da produção.

A AMM manifestou preocupação com a proposta estadual de transferir a manutenção de rodovias estaduais não pavimentadas para as prefeituras. O presidente da associação defende que tal medida seja acompanhada de recursos financeiros, para evitar que os municípios assumam gastos sem orçamento disponível.

A reforma tributária é outro ponto crítico, com estimativas da AMM de que as receitas dos municípios mato-grossenses possam sofrer perdas de até R$ 5 bilhões anuais. A entidade avalia que a baixa densidade populacional e a grande extensão territorial de Mato Grosso podem prejudicar a arrecadação sob os novos critérios de distribuição.

Para mitigar esses impactos, a associação já realizou mais de 12 seminários para orientar servidores sobre a ampliação da arrecadação própria, como ISS e IPTU. O plano de mandato também prevê a modernização administrativa, o apoio à agricultura familiar e a melhoria na elaboração de projetos para obras de saúde, educação e pavimentação urbana.

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