Coronel condenado por morte de advogado em Cuiabá cumprirá pena em Minas Gerais
Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas recebeu autorização judicial para ser transferido para Belo Horizonte por motivos de saúde e familiares.

O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada em Justiça Militar, autorizou que o coronel aposentado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, de 71 anos, cumpra sua pena em Belo Horizonte, Minas Gerais. A decisão visa aproximar o condenado de sua residência e de seu núcleo familiar.
Caçadini foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pela morte do advogado Roberto Zampieri. O crime ocorreu em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, Mato Grosso. A sentença foi proferida no dia 2 de outubro, após três dias de julgamento no Tribunal do Júri.
Atualmente preso no 12º Batalhão de Infantaria, em Brasília, o coronel teve o pedido de transferência fundamentado por sua idade e condições de saúde. O magistrado determinou a expedição de ofício ao Comando do Exército para que a pena seja cumprida próxima à família, conforme previsto na Lei de Execução Penal.
O processo, que contou com mais de 55 mil páginas, resultou na condenação de outros dois envolvidos. Antônio Gomes da Silva, apontado como executor, recebeu a mesma pena de Caçadini, enquanto Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi condenado a 25 anos de reclusão.
A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso apontou que o homicídio foi planejado e executado mediante pagamento ou promessa de recompensa. O crime envolveu o uso de arma de fogo de uso restrito e recursos que dificultaram a defesa da vítima.
Mais notícias de Mato Grosso
- Homem baleado em atentado em hotel de VG é investigado por tráfico
- Homem que fugiu de tiros em hotel de VG é preso pela Polícia
- Briga em bar termina com homem esfaqueado na perna em Sorriso
- Líder de esquema é preso após furto de 120 cabeças de gado em MT
- Polícia mira funcionário suspeito de desviar materiais em VG
- Operação contra lavagem de dinheiro bloqueia até R$ 1,4 milhão de investigados em Mato Grosso e SP