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Justiça bloqueia R$ 102,4 milhões de influenciadora em Várzea Grande, MT

Operação da Polícia Civil investiga lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.

Por Redação VORA News
Justiça bloqueia R$ 102,4 milhões de influenciadora em Várzea Grande, MT

A Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de até R$ 102,4 milhões em ativos financeiros de investigados ligados à influenciadora Fernanda Matos e ao seu marido, Diego Matos, residentes em Várzea Grande. A medida integra a Operação Aposta Final, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira, 14, para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais.

A decisão, proferida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, Polo Cuiabá, também autorizou a apreensão de quatro veículos: duas caminhonetes Toyota Hilux, uma Saveiro e um Nivus GTS. A Polícia Civil destacou que a evolução patrimonial do casal, incluindo imóveis e viagens internacionais, era incompatível com os rendimentos lícitos declarados.

As investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado apontam que uma empresa divulgada por Fernanda movimentou mais de R$ 102,4 milhões entre 14 de maio e 12 de julho deste ano. O montante refere-se ao fluxo de entradas e saídas de recursos relacionados a apostas on-line.

A Polícia Civil identificou que a influenciadora publicava links para plataformas de jogos com pagamentos via Pix destinados a empresas não autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. O caso começou a ser apurado em agosto, após denúncia sobre a possível atuação de uma facção criminosa na divulgação dessas plataformas.

Além das restrições financeiras, a Justiça determinou a suspensão das atividades econômicas de duas empresas e proibiu Fernanda de utilizar redes sociais para promover apostas. A operação cumpre 19 ordens judiciais, com buscas em Cuiabá e Várzea Grande, incluindo um açougue e um salão de beleza vinculados ao casal.

A Polícia Civil continua as diligências para identificar outros envolvidos e rastrear o destino do dinheiro. As suspeitas seguem sob investigação, sem a confirmação de que todo o valor movimentado seja fruto de atividades ilícitas.

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