Candidato pede cassação de Mauro Mendes por showmício em Cuiabá
Ação protocolada no TRE-MT alega uso de bem público e abuso de poder econômico durante evento na Arena Pantanal.

O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) entrou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) pedindo a cassação do registro ou diploma do ex-governador Mauro Mendes (União). O pedido também atinge a candidata a deputada federal Virgínia Mendes e os suplentes Cidinho Santos e Elson Ramos, devido a fatos ocorridos em Cuiabá.
A acusação baseia-se em um show realizado no dia 26 de setembro na Arena Pantanal, em Mato Grosso. Taques afirma que o evento foi utilizado como comício a oito dias da eleição, citando falas do locutor Cuiabano Lima que mencionaram os números de urna dos candidatos e elogiaram a gestão de Mauro Mendes diante de cerca de 40 mil pessoas.
A petição aponta que a empresa Ditado Produções, de propriedade do suplente Elson Ramos, foi a responsável pelo espetáculo. O autor da ação argumenta que houve proibição de showmício, uso de bem público para favorecer candidaturas e abuso de poder econômico, já que pessoas jurídicas não podem financiar campanhas eleitorais.
Sobre a participação de Virgínia Mendes, a ação menciona publicações nos stories do Instagram onde a candidata teria republicado trechos da fala do locutor com a identidade visual da campanha. Para Taques, a candidata teria reaproveitado a manifestação como propaganda eleitoral.
Em entrevista coletiva, Mauro Mendes negou ter pedido ou praticado qualquer ato de propaganda durante o evento, atribuindo as falas à iniciativa do locutor. O ex-governador afirmou que não viu a situação no momento e que a tese da acusação tornaria a cassação de candidatos algo fácil.
O processo, distribuído ao desembargador Marcos Machado, solicita a preservação de redes sociais, contratos da produtora e a entrega do processo de cessão da Arena Pantanal. Taques pede, ainda, a proibição urgente do uso do estádio para propaganda eleitoral.
Os acusados serão notificados para apresentar defesa, enquanto o Ministério Público Eleitoral acompanha o caso. A ação também menciona um vídeo anterior no Parque Novo Mato Grosso como exemplo de uso repetido de espaços públicos na reta final da disputa.
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