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Política

Presidente da Câmara de Várzea Grande é alvo de denúncia no TCE-MT

Wanderley Cerqueira é acusado de perseguição política e irregularidades na gestão de recursos públicos em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Presidente da Câmara de Várzea Grande é alvo de denúncia no TCE-MT

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira, é alvo de uma representação protocolada no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). A denúncia, assinada pelo vereador Charles da Educação, aponta que a máquina legislativa teria sido utilizada para perseguições políticas e centralização de cargos.

O documento integra o inquérito da Operação Cathedra Venalis, conduzida pelo Gaeco. As investigações apuram crimes como extorsão, esquemas de propina, ameaças de morte e a gestão de recursos públicos sem a devida transparência, incluindo o desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.

A representação detalha que, em fevereiro de 2026, Cerqueira exonerou sumariamente dois assessores técnicos do gabinete de Charles da Educação. As vagas foram preenchidas por servidoras ligadas ao presidente da Casa, com histórico de atuação no Executivo Municipal e vínculos políticos com a Mesa Diretora.

A denúncia aponta que a autonomia dos parlamentares sobre seus assessores foi retirada por meio das Leis Municipais 5.318/2024 e 5.373/2025. Tais normas transferiram o controle total dos cargos de assessoramento para a Presidência da Câmara.

Sobre a gestão financeira, o texto menciona a execução de obras sem amparo legal. A nova sede da Câmara, inaugurada em agosto de 2025 no antigo Fórum do Município, teve gastos oficiais de aproximadamente R$ 2,5 milhões em reformas de gabinetes, telhados e auditório.

Outro ponto investigado pelo Gaeco envolve a suposta criação de um centro de corrupção para garantir a eleição da Mesa Diretora. O plano previa o confinamento de 12 vereadores em uma chácara no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, com a circulação de dinheiro em espécie para compra de votos.

As investigações também indicam que o grupo pretendia forçar a cassação da prefeita Flávia Moretti. O objetivo seria assumir o controle do município para viabilizar acordos de propina relacionados à privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

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