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Polícia Civil prende lideranças de facção em Cuiabá, Bolívia, Paraguai e Rio

Operações integradas resultaram na captura de foragidos e operadores financeiros de organização criminosa com atuação em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Polícia Civil prende lideranças de facção em Cuiabá, Bolívia, Paraguai e Rio

A Polícia Civil de Mato Grosso intensificou operações para localizar lideranças de uma facção criminosa em Cuiabá e em outros estados e países. Entre as prisões de destaque está a de Angelica Saraiva de Sá, a Angeliquinha, localizada em um condomínio de luxo na Bolívia e transferida para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, no dia 20 de outubro.

Entre junho e outubro de 2026, cinco lideranças do grupo foram presas na Bolívia e uma no Paraguai, onde João Batista Vieira dos Santos foi capturado em Mariano de Luque. As ações envolveram a Gerência Estadual de Polinter, a Draco e a Interpol, resultando também na prisão do médico André Barbosa de Souza e de Pedro Henrique Lima, este último procurado por homicídio.

O Rio de Janeiro foi identificado como um dos principais refúgios de integrantes da organização. Entre 2025 e 2026, foram presos suspeitos de exercer funções de comando e movimentação financeira, como Jonas Souza Gonçalves Júnior, o Batman, e Ederson Xavier de Lima, o Boré, capturados em Niterói.

Outras prisões no Rio incluíram Priscila Moreira Janis, apontada como liderança em Sorriso, e Acácio Costa Ribeiro, o Panela, liderança da facção no sul de Mato Grosso. Em 2026, a Operação Cartorium prendeu Renato Barbosa, conhecido como Pezão, apontado como líder em Primavera do Leste, Vila Rica e Barra do Garças.

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Silveira Maidel, afirmou que os resultados derivam de investimentos em segurança pública, fortalecimento institucional e integração de inteligência para identificar suspeitos que deixam o estado para evitar a prisão.

A Polinter também efetuou prisões de foragidos de outros estados em território mato-grossense. Em Chapada dos Guimarães, foi preso Antônio Brasileiro da Silva Neto, ligado a uma facção do Ceará, e em Cuiabá, Aluízio Faria Batista, procurado desde 1984 por um acidente que causou 19 mortes no Rio Grande do Norte.

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