Prints de WhatsApp são exibidos em júri sobre morte de advogado em Cuiabá
Mensagens recuperadas e confissão de Antônio Gomes da Silva fazem parte das provas apresentadas no julgamento ocorrido em Mato Grosso.

O julgamento de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e do coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, referente ao assassinato do advogado Roberto Zampieri em Cuiabá, teve a exibição de mensagens de WhatsApp nesta quinta-feira (1º). O material, extraído de aparelhos eletrônicos, foi utilizado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para detalhar a relação entre os réus e a execução do crime ocorrido em dezembro de 2023.
Entre os diálogos apresentados, destaca-se uma conversa em que Antônio Gomes é questionado se iria parar, ao que respondeu: Quando morre sim. Para a investigação, a resposta indica que o réu atuava como pistoleiro e teria sido o executor de Zampieri. Durante o interrogatório, Antônio confessou a autoria dos disparos e afirmou ter sentido missão cumprida após o crime.
A acusação também detalhou conversas entre Hedilerson Barbosa e o coronel Etevaldo Caçadini, com foco em temas políticos. O relatório técnico aponta que parte das mensagens foi apagada, mas recuperada, incluindo um trecho em que Caçadini refere-se a Antônio Gomes como empreiteiro. O promotor Vinícius Gahyva ressaltou que o processo já soma mais de 40 mil páginas.
A defesa de Antônio Gomes solicitou a realização de um exame de sanidade mental durante o julgamento, porém o pedido foi rejeitado pelo Judiciário. O promotor Gahyva classificou a solicitação como inusitada, argumentando que a questão não havia sido levantada anteriormente no processo e poderia causar a procrastinação do caso.
A advogada Sarah Quinetti Pironi, que defende o coronel Caçadini, contestou as investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal. Ela afirmou que os arquivos encontrados no aparelho do cliente, como fotos do corpo da vítima e do atestado de óbito, não comprovam a participação dele no crime e classificou uma eventual condenação como injusta.
Enquanto Antônio confessou o crime, Hedilerson Barbosa negou participação, alegando que o executor teria usado uma arma de sua propriedade sem consentimento. O coronel Caçadini também negou envolvimento, embora tenha confirmado contato frequente com Aníbal Manoel Laurindo, apontado como suposto mandante do assassinato.
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