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Justiça decreta prisão preventiva de PM que matou homem em Tangará da Serra, MT

Cabo da Polícia Militar disparou contra vítima de 31 anos após briga em casa noturna.

Por Redação VORA News
Justiça decreta prisão preventiva de PM que matou homem em Tangará da Serra, MT

O juiz plantonista Vagner Dupim Dias converteu em prisão preventiva a detenção do cabo da Polícia Militar Mayko Aparecido de Souza Almeida. O militar é suspeito de matar Alexandre Bruno Alves Gomes, de 31 anos, durante a madrugada de domingo, dia 11, em uma casa noturna de Tangará da Serra, Mato Grosso.

O crime aconteceu por volta das 03h30 após uma briga entre o suspeito e a vítima. De acordo com os autos, o policial utilizou sua arma funcional, uma pistola Glock de calibre 9 milímetros, para disparar duas vezes contra Alexandre, que morreu no local. O cabo deixou o estabelecimento a pé e se apresentou no quartel do 19º Batalhão da Polícia Militar cerca de 13 horas depois.

Em seu depoimento, Mayko alegou legítima defesa, afirmando que sofreu provocações, agressões físicas e teve um copo de bebida arremessado contra si. Ele declarou ter saído do local por medo de que a violência aumentasse.

Na decisão, o magistrado considerou a prisão em flagrante ilegal, pois não houve perseguição ininterrupta no intervalo de 13 horas até a apresentação do militar. No entanto, acolheu pedidos da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual para manter a prisão preventiva para garantir a ordem pública e a instrução criminal.

O juiz ressaltou que a tese de legítima defesa não foi comprovada inicialmente e diverge do relato de uma testemunha, que citou apenas empurrões mútuos. A decisão destacou a desproporção do uso de arma de fogo em local lotado e o dever do policial de buscar a contenção pacífica.

O cabo permanecerá detido em unidade da Polícia Militar por prerrogativa funcional. A Polícia Civil tem 24 horas para entregar as imagens das câmeras de segurança da boate para ajudar a esclarecer a dinâmica do homicídio.

A Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta do militar. A instituição afirmou que não compactua com abusos de autoridade, violência ou crimes cometidos por seus integrantes.

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