Ex-secretário nega irregularidades em CPI da Saúde em Cuiabá, MT
Wilson Santos defende aprofundamento de investigações sobre pagamentos indenizatórios milionários.

A CPI da Saúde, em Cuiabá, Mato Grosso, retomou as sessões abertas com o depoimento do ex-secretário Figueiredo. A reunião contou com a presença de deputados da comissão e do líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco.
O presidente da CPI, Wilson Santos, questionou os critérios de pagamentos indenizatórios da Secretaria de Estado de Saúde. O parlamentar afirmou que mais de R$ 1,1 bilhão foi pago nessa modalidade, que não exige licitação nem cobertura contratual.
Figueiredo defendeu que tais pagamentos servem para quitar obrigações de serviços ou aquisições já realizados, evitando o enriquecimento ilícito da administração. Ele alegou que essa prática já existia na secretaria antes de sua gestão.
Sobre um repasse de mais de R$ 7 milhões à empresa LI Medicamentos, contra recomendação da Controladoria-Geral do Estado, o ex-secretário disse não se recordar do caso. Ele justificou que lidou com cerca de 400 mil processos em sete anos de gestão.
Wilson Santos também citou a falta de detalhes sobre pagamentos que superam R$ 140 milhões ao grupo Einstein, que teriam ocorrido com o hospital fechado e sem a realização de procedimentos.
O ex-secretário afirmou que os temas já foram analisados por órgãos como o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Decor, e que não há comprovação de irregularidades ou indiciamentos contra ele.
Para Wilson Santos, as respostas reforçam a necessidade de aprofundar a apuração sobre o cumprimento de recomendações da PGE e da CGE. A comissão seguirá analisando documentos para concluir o relatório final.
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