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PF flagra saque de R$ 500 mil por presidente do TCE em Cuiabá

Sérgio Ricardo de Almeida é investigado por movimentações suspeitas e conversão de recursos públicos em dinheiro vivo em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
PF flagra saque de R$ 500 mil por presidente do TCE em Cuiabá

O presidente afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, realizou um saque de R$ 500 mil em espécie no dia 30 de setembro de 2025. A operação aconteceu em Cuiabá, na agência do Sicoob localizada dentro do próprio Tribunal, onde o conselheiro declarou que o montante seria para uso pessoal.

Imagens de segurança analisadas pela Polícia Federal mostram Sérgio Ricardo acompanhado por Roseli Loss, chefe de gabinete, e Adriangelo Barros Antunes, secretário-executivo. Os registros indicam que Adriangelo entrou na agência com uma mala de mão vazia e saiu com a bolsa cheia após a retirada dos valores.

Entre janeiro e outubro de 2025, o investigado recebeu R$ 15,99 milhões em suas contas, provenientes do TCE. Nesse intervalo, foram realizados 150 saques em dinheiro que somam R$ 15,64 milhões, sendo que R$ 15,47 milhões foram retirados diretamente nos caixas da agência.

A Polícia Federal aponta que Sérgio Ricardo teria liderado uma estrutura para transformar recursos públicos em dinheiro vivo. A suspeita é de que a administração do órgão utilizava contratos e pagamentos a fornecedores para favorecer empresas, com a possível devolução de parte das quantias.

No período de 294 dias, a PF identificou R$ 75,8 milhões em movimentações financeiras suspeitas. Os investigadores também notaram diferenças entre os depósitos nas contas de membros do Tribunal e as informações publicadas no Portal da Transparência.

A Operação Tomada de Contas, determinada pelo ministro Og Fernandes do STJ, resultou na prisão preventiva de Sérgio Ricardo e outras cinco pessoas, incluindo Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes e o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia.

O grupo é investigado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública.

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