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Governo de Mato Grosso planeja cortes de gastos em Cuiabá

Ajuste fiscal no Palácio Paiaguás visa reduzir despesas de custeio em todas as secretarias para manter investimentos.

Por Redação VORA News
Governo de Mato Grosso planeja cortes de gastos em Cuiabá

O governo de Mato Grosso, sediado em Cuiabá, prepara a implementação de um ajuste fiscal rigoroso na gestão de Otaviano Pivetta. A medida, coordenada pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, prevê cortes orçamentários transversais que atingirão todas as secretarias e áreas do Poder Executivo estadual.

A reestruturação busca conter o inchaço da máquina administrativa e aumentar a eficiência dos gastos de custeio. O objetivo é assegurar a reserva de recursos para investimentos, que devem representar ao menos 15% da receita corrente líquida no próximo quadriênio.

Rogério Gallo explicou que será realizado um mapeamento interno para auditar as entregas e as despesas de cada setor. A meta é identificar onde é possível manter ou ampliar a qualidade dos serviços essenciais à população mato-grossense utilizando menos recursos.

Para tentar reduzir o desgaste político com o funcionalismo, o governador Otaviano Pivetta abriu canais em suas redes sociais para receber sugestões de servidores e cidadãos sobre a redução de despesas e melhorias na operação do Estado.

O plano de enxugamento ocorre em meio a pressões por valorização salarial. A vice-governadora Gisela Simona defendeu a categoria em relação a reivindicações antigas, como o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) retroativa da pandemia, estimada em 19%.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a base governista manteve o veto ao reajuste de 6,8% dos servidores do Judiciário, com 12 votos a favor, 6 contra e 6 abstenções. O Executivo justifica a decisão para evitar um efeito cascata que comprometa o equilíbrio fiscal e os investimentos.

O presidente eleito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso para 2027-2028, desembargador José Luiz Leite Lindote, afirmou que o debate salarial não terminou. O magistrado defende a busca por uma solução consensual que respeite o orçamento estadual e valorize os servidores.

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