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Câmara de Rondonópolis autoriza R$ 2,9 milhões para compra de móveis em MT

Contratação de mobiliário planejado ocorre enquanto Tribunal de Contas apura suspeita de superfaturamento em outro contrato da Casa.

Por Redação VORA News
Câmara de Rondonópolis autoriza R$ 2,9 milhões para compra de móveis em MT

A Câmara Municipal de Rondonópolis, em Mato Grosso, autorizou a contratação de móveis planejados para o prédio anexo do Legislativo. O valor estimado para a aquisição é de R$ 2.937.862,13, conforme documento assinado pelo presidente da Casa, Paulo Cesar Schuh, na quarta-feira (7).

A empresa X-Office Servi Ltda. ME, com sede em Aparecida de Goiânia, Goiás, será a responsável pela fabricação em MDF, fornecimento e instalação dos materiais. A contratação foi realizada por meio de adesão à Ata de Registro de Preços nº 010/2024, originada do Pregão Eletrônico nº 90011/2024.

A Câmara justificou a escolha do procedimento para evitar a abertura de uma nova disputa e agilizar o atendimento da demanda. O órgão afirmou que o fornecedor já está habilitado e que os preços registrados são compatíveis com o mercado, garantindo a economicidade do processo.

A publicação oficial não detalha a quantidade de móveis, os ambientes que serão atendidos, os preços unitários ou o prazo de instalação. Também não há comprovação de pagamento ou de entrega do mobiliário até o momento.

Paralelamente, o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) investiga a suspeita de superfaturamento em um contrato distinto, destinado à fiscalização de obras como teatro, auditório e museu. A auditoria aponta indícios de prejuízo de R$ 562.766,40 no contrato com a empresa L. G. Alexandrino Lopes ME.

O conselheiro Guilherme Maluf determinou a citação do ex-presidente Ângelo Bernardino de Mendonça Júnior, de servidores e da empresa para apresentarem defesa. Não houve, até agora, condenação, aplicação de multa ou ordem de ressarcimento.

O presidente Paulo Cesar Schuh deverá prestar esclarecimentos sobre divergências entre medições e dados enviados ao TCE. A equipe técnica do tribunal afastou a responsabilidade de Schuh pelos problemas de projeto e orçamento, que teriam ocorrido em gestões anteriores.

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