UFMT transforma pesquisas em tecnologias e negócios em Cuiabá
Escritório de Inovação Tecnológica promove a transferência de patentes para o mercado e apoia a criação de startups em Mato Grosso

O Escritório de Inovação Tecnológica (EIT) da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá, atua na proteção de propriedade intelectual e no incentivo ao empreendedorismo. A unidade é responsável pelo registro de marcas, patentes e programas de computador, além de orientar a transferência de tecnologias para empresas e a criação de negócios inovadores.
De acordo com o Catálogo de Programas e Serviços de Inovação da instituição, publicado em outubro de 2025, a UFMT possui 73 depósitos de patentes. O portfólio inclui 55 pedidos vigentes e 13 patentes concedidas em setores como saúde, química, alimentos, agronegócio e tecnologias ambientais.
Um exemplo de aplicação prática é o Panta, bioinsumo para crescimento vegetal e controle de doenças desenvolvido pelo professor Alexandre Paulo Machado. A tecnologia é comercializada pela empresa Geoclean desde 2020, gerando royalties para a universidade. Outras iniciativas incluem a produção de biofilmes com casca de pequi e projetos de nanotecnologia em Sinop.
A instituição também desenvolve novos negócios por meio da Incubadora Priante. A estrutura oferece pré-incubação, com duração de cinco a seis meses para estruturar ideias, e incubação para empresas já formalizadas que buscam aperfeiçoar processos e produtos. A assistente administrativa Natália Cavallari Cardoso destaca que o EIT conecta demandas de empresas a pesquisadores da universidade.
Para ampliar a visibilidade de suas competências, a UFMT desenvolve o Portal Integra. A plataforma digital reunirá informações sobre laboratórios, patentes e pesquisadores, facilitando a busca de indústrias por especialistas. Paralelamente, a universidade reformula sua política de inovação, criada em 2016, para fortalecer a relação com o setor produtivo.
A cultura de inovação é integrada ao ensino através de mais de 40 cursos e disciplinas em áreas como Agronomia, Administração e Ciência da Computação. A diretora do EIT, professora Ivana Aparecida Ferrer Silva, afirma que a inovação deve gerar soluções sociais e tecnológicas que melhorem a vida das pessoas, indo além da monetização.
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