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Política

Júlio Campos analisa derrota eleitoral em Cuiabá, Mato Grosso

Deputado estadual atribui resultado a chapa fraca, falta de verba do fundo partidário e ausência de palanque.

Por Redação VORA News
Júlio Campos analisa derrota eleitoral em Cuiabá, Mato Grosso

O deputado estadual Júlio Campos, do União Brasil, comentou nesta quinta-feira, 7, os motivos de sua não reeleição durante a primeira sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá. Com 18.517 votos, o político ficou como primeira suplência de sua coligação, encerrando um ciclo de mais de 50 anos de atuação pública em MT.

Campos apontou a fragilidade da lista de candidatos do União Brasil como um fator determinante. Ele afirmou que o partido teve nove candidatos, dos quais apenas quatro foram razoavelmente votados, enquanto os outros cinco obtiveram pouco mais de dois mil votos, quantitativo insuficiente para garantir uma terceira vaga.

O parlamentar criticou a gestão estadual da legenda, liderada pelo senador Mauro Mendes, mencionando a saída de aliados para outras siglas antes da eleição. Júlio revelou ainda que foi o único candidato do partido a não receber verbas do fundo partidário, financiando sua campanha com recursos próprios e doações de amigos e familiares.

A falta de um palanque estruturado também foi citada. Após convenções que impediram a candidatura de seu irmão, o senador Jayme Campos, ao governo, o grupo apoiou Wellington Fagundes. Segundo Júlio, a mobilização no interior foi insuficiente e ele ficou isolado por não integrar o palanque do governador Otaviano Pivetta.

O deputado mencionou que a polarização ideológica e o radicalismo político em Mato Grosso favoreceram candidaturas ligadas ao PT e ao bolsonarismo, alterando a dinâmica das urnas. O cenário marca o fim da era dos irmãos Campos na política estadual, já que Jayme também foi impedido de disputar o governo.

Júlio Campos possui um histórico que inclui mandatos como prefeito de Várzea Grande, governador de Mato Grosso, senador e deputado federal constituinte. Com o fim do mandato atual, ele e o irmão permanecerão fora de cargos eletivos até as eleições municipais de 2028.

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