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Gaeco cumpre mandado de busca contra vereador em hospital de Cuiabá

Ação faz parte da Operação Cathedra e visa apreender celular de parlamentar de Várzea Grande internado na capital de MT.

Por Redação VORA News
Gaeco cumpre mandado de busca contra vereador em hospital de Cuiabá

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) realizou a busca e apreensão do aparelho celular do vereador Kleberton Feitoza Eustáquio, conhecido como Feitoza, no Hospital Municipal de Cuiabá. O parlamentar de Várzea Grande estava internado na unidade, localizada no bairro Ribeirão do Lipa, em Mato Grosso, para tratar queimaduras decorrentes de um acidente no Lago do Manso.

A medida foi autorizada pelo Núcleo de Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá após o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) solicitar a diligência. A decisão judicial ocorreu para evitar que arquivos digitais importantes fossem apagados, ocultados ou transferidos antes da apreensão do dispositivo.

A ação integra a Operação Cathedra, que investiga suspeitas de corrupção, ameaças e articulações ilegais na Câmara Municipal de Várzea Grande. O Gaeco apura se Feitoza utilizava gravações feitas sem consentimento para constranger colegas e interferir em disputas políticas pelo comando do Legislativo municipal.

Entre as evidências analisadas está um boletim de ocorrência feito pela vereadora Rosi Prado, que relatou ter sofrido ameaças com a possível divulgação de áudios e vídeos. Os investigadores buscam entender se esse material servia para intimidar parlamentares ou influenciar a escolha da presidência da Casa.

A Justiça também permitiu a extração e análise de dados de dispositivos eletrônicos e de serviços de armazenamento na nuvem. O objetivo é localizar mensagens e registros que comprovem a existência de acordos ilegais entre os investigados.

A Operação Cathedra, iniciada na terça-feira (20), apura ainda a compra de apoio político e a possível atuação de organização criminosa para manter o vereador Wanderley Cerqueira (MDB) na presidência da Câmara de Várzea Grande. As investigações continuam para definir a participação de cada suspeito.

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