Sete mulheres de Mato Grosso integram lista de poderosas do agro da Forbes
Seleção destaca lideranças femininas em áreas como gestão, genética bovina, sustentabilidade e produção indígena no estado.

Sete mulheres residentes em Mato Grosso foram selecionadas para a lista das 100 mulheres poderosas do agronegócio brasileiro, divulgada pela revista Forbes. A publicação ocorreu nesta quinta-feira (15) em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Rural, reunindo profissionais de diversas gerações e áreas de atuação no setor.
Entre as destacadas estão Belisa Souza Maggi, presidente da Fundação Amaggi e acionista do grupo, com atuação social em 67 municípios de nove estados. Em Araguaiana, Carmen Perez é reconhecida pelo trabalho de bem-estar animal na Fazenda Orvalhodas Flores, onde reduziu a mortalidade de bezerros de 14% para 1,6% e criou o curso Rebanho de Valor.
A representatividade indígena aparece com Maria Cecília Zenezokemaero, engenheira agrônoma no território Paresi, que conquistou o licenciamento ambiental da lavoura indígena em outubro de 2025. Já em Brasnorte, Neiriane Taerik preside a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, liderando a comercialização de castanha-do-pará no projeto de bioeconomia Biodiverso.
Mônica Marchett, presidente do Grupo Mônica com operações no Brasil e na Bolívia, destaca-se na pecuária de corte e genética Nelore, sendo a única mulher na diretoria da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil. Em Cáceres, Natália Martins atua na gestão financeira e comercial da Fazenda Camparino, dando continuidade ao legado de seleção genética de seu avô, José Humberto Vilela Martins.
O grupo de mulheres reconhecidas também inclui lideranças ligadas a movimentos do agronegócio e à Comissão Nacional das Mulheres do Agro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), focando na integração entre a produção rural e o consumo urbano.
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