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MPF recomenda suspensão de turismo na Cachoeira do Prata em Juscimeira, MT

Medida visa conter danos ambientais e evitar novos afogamentos em área de preservação.

Por Redação VORA News
MPF recomenda suspensão de turismo na Cachoeira do Prata em Juscimeira, MT

O Ministério Público Federal recomendou a adoção de medidas emergenciais no Complexo da Cachoeira do Prata, em Juscimeira, Mato Grosso. A proposta inclui a possibilidade de suspender temporariamente o acesso de turistas ao local devido à falta de segurança e a danos ambientais identificados.

Entre 2021 e 2025, o Corpo de Bombeiros registrou quatro mortes por afogamento na região, além de um salvamento aquático em 2026. A fiscalização apontou a ausência de guarda-vidas e de sinalização sobre correnteza e profundidade, além de riscos de atropelamento de banhistas por veículos no leito do rio.

A degradação ambiental também é motivo da ação. Imagens da Sema indicam que 11 hectares de Área de Preservação Permanente estavam abertos ou degradados em setembro. Foram constatadas estradas clandestinas, veículos estacionados em áreas protegidas, fogueiras sobre árvores nativas e descarte de resíduos.

A Prefeitura de Juscimeira admitiu a gravidade da situação em relatório ao MPF, afirmando que as ações municipais não foram suficientes para conter os crimes ambientais. O órgão recomenda que, caso a visitação continue, sejam instaladas placas de risco, coleta de lixo regular e controle de estacionamento.

O Incra deve promover o cercamento de áreas de preservação e a Sema deve estudar a capacidade máxima de visitantes e a viabilidade de criar uma Unidade de Conservação. O Iphan também foi acionado para vistoriar um sítio arqueológico próximo, que apresenta registros de pichações e queimadas.

A Prefeitura de Juscimeira, a Sema e o Incra possuem sete dias para adotar medidas que interrompam os danos no complexo. Os órgãos têm um prazo total de 15 dias para informar ao MPF sobre o acatamento das recomendações, sob risco de medidas judiciais.

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