Ministério Público de Mato Grosso apura conduta de promotor em blitz de Lei Seca
Polícia Civil encaminhou provas e boletim de ocorrência ao procurador-geral de Justiça após abordagem em Cuiabá

A Polícia Civil enviou ao procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa, a documentação e as provas sobre a abordagem do promotor Thiago Marcelo Francisco dos Santos. O episódio ocorreu na madrugada de sábado, dia 19, durante a Operação Lei Seca na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá.
De acordo com o delegado Christian Cabral, da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), as circunstâncias do caso configurariam, em tese, o crime de embriaguez ao volante. O promotor teria parado o veículo sobre a faixa de rolamento e se recusado a realizar o teste do bafômetro.
O boletim de ocorrência relata que policiais militares encontraram uma lata de cerveja aberta na porta do carro e notaram sinais de embriaguez, como hálito etílico, olhos vermelhos e agressividade. Os agentes afirmaram que foi necessário usar força para imobilizar o promotor devido à resistência durante a abordagem.
Thiago Marcelo não foi preso em flagrante nem levado à delegacia por possuir imunidade funcional. O delegado Christian Cabral explicou que a lei impede a prisão em flagrante de membros do Ministério Público em casos de crimes afiançáveis, exigindo que a ocorrência seja remetida à Procuradoria-Geral de Justiça.
A assessoria do Ministério Público informou que Rodrigo Fonseca Costa está em viagem funcional e analisará o caso ao retornar. O órgão afirmou que acompanha a situação e que o membro da instituição responderá por suas condutas conforme os procedimentos legais aplicáveis.
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