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Inteligência artificial

TJMT proíbe decisões judiciais feitas exclusivamente por IA em Mato Grosso

Novas regras do Código de Conduta exigem revisão humana qualificada em textos gerados por inteligência artificial.

Por Redação VORA News
TJMT proíbe decisões judiciais feitas exclusivamente por IA em Mato Grosso

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá, estabeleceu novas normas para o uso de inteligência artificial por magistrados e servidores. A Resolução nº 13/2026, assinada pelo desembargador José Zuquim Nogueira, proíbe a utilização de textos gerados por IA sem a devida conferência de conteúdo ou a apresentação de materiais automatizados como análise própria.

O Código de Conduta do Poder Judiciário de Mato Grosso veda a substituição do convencimento do magistrado por decisões exclusivamente automatizadas. Também é proibido usar resultados de sistemas de IA como fundamento único para decisões que afetem direitos, bem como delegar integralmente a responsabilidade de manifestações funcionais à tecnologia.

A norma lista onze condutas vedadas, incluindo a reprodução de informações imprecisas ou inexistentes e a omissão do uso da tecnologia em casos relevantes. O texto condena a utilização de sistemas que ignorem riscos de discriminação, erros ou exposição de dados.

Sobre a proteção de dados, fica proibido processar informações pessoais, sensíveis ou sigilosas em plataformas de IA sem os mecanismos de segurança do Judiciário estadual. O compartilhamento de conteúdo institucional em ferramentas externas sem avaliação prévia também é vedado.

Todo material produzido com auxílio de IA deve passar por revisão humana qualificada. O responsável deve verificar a exatidão, a coerência e a conformidade do resultado, conferindo fontes e dados para evitar a violação de direitos ou exposição indevida de informações.

As regras abrangem juízes, servidores, estagiários, voluntários, terceirizados e empresas com vínculo contratual com o Judiciário de MT. O descumprimento será apurado conforme o regime jurídico de cada categoria, podendo gerar medidas administrativas, disciplinares ou contratuais.

O tribunal deverá manter um inventário atualizado das soluções de IA institucionais e realizar avaliações prévias de risco para a adoção de novos sistemas. A Comissão de Integridade do TJMT será a responsável por orientar a aplicação do código e promover a capacitação sobre o tema.

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