Governo de Mato Grosso estuda corte de gastos e demissões voluntárias em Cuiabá
Diagnóstico administrativo busca economia para manter investimentos públicos em 15% da receita corrente líquida do estado.

O governador Otaviano Pivetta nomeou Gallo para coordenar um diagnóstico da estrutura administrativa em Mato Grosso. O objetivo do levantamento é identificar formas de economia e definir as prioridades para o próximo mandato, com foco em uma contenção forte de despesas.
Gallo afirmou que nenhuma alternativa foi descartada, inclusive a implementação de programas de desligamento voluntário de servidores. A medida, no entanto, depende dos resultados do estudo e da viabilidade financeira para o Estado, não havendo decisão sobre isso no curto prazo.
O procurador citou que modelos de desligamento voluntário foram aplicados em 2025 em empresas públicas, como a Empresa Mato-Grossense de Tecnologia da Informação (MTI). Naquela ocasião, a regra exigia idade mínima de 45 anos e 20 anos de serviço, com base na PEC dos Gastos.
Um dos principais desafios apontados é a possível redução de R$ 1,5 bilhão na arrecadação para investimentos, somada aos efeitos da reforma tributária. Gallo defendeu que a eficiência administrativa é o caminho para compensar essa perda e manter a trajetória de investimentos.
A meta do governo é preservar os investimentos públicos em 15% da receita corrente líquida estadual. Os recursos são destinados a hospitais, escolas, unidades de capacitação e obras de infraestrutura, como aeroportos, ferrovias, hidrovias, pontes e rodovias.
Para Gallo, a manutenção desses aportes é essencial para a competitividade de Mato Grosso e a atração de empresas. Ele defendeu que o Estado deve ser eficiente na entrega de serviços à população, reduzindo gastos sem comprometer a qualidade do atendimento.
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