Quase metade dos autores de feminicídios em Mato Grosso tinha ficha policial
Estudo do Ministério Público revela que 48% dos agressores já possuíam registros de violência antes dos crimes no estado.

Um levantamento realizado pelo Ministério Público em Mato Grosso indica que 48% dos homens que cometeram feminicídios no estado já possuíam antecedentes criminais. Os dados refutam a ideia de crimes inesperados, evidenciando que metade dos agressores já havia registrado boletins de ocorrência por agressão e ameaça.
Entre os criminosos com histórico policial, 67% acumulavam queixas relacionadas à violência doméstica. Os registros incluíam crimes de perseguição, lesão corporal, ameaças e a violação de medidas protetivas.
O estudo do Observatório Caliandra detalhou que, em 289 ocorrências, o assassino possuía vínculo íntimo com a vítima, sendo maridos, namorados ou ex-companheiros que dividiam a mesma residência ou mantinham relação de afeto.
Em relação ao perfil dos autores, a faixa etária entre 30 e 34 anos é a mais frequente, totalizando 57 homens catalogados pela Justiça.
A série histórica contabilizou 377 mulheres mortas, com a autoria de 98% desses casos resolvida e encaminhada aos tribunais.
Para o Ministério Público, a rede de proteção deve tratar cada boletim de ocorrência por ameaça como um alerta máximo. O objetivo é garantir a intervenção precoce para evitar que a violência evolua para um crime fatal.
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