Acusado de matar empresária em Cuiabá vai a júri popular
Jackson Pinto da Silva pode ser condenado a até 63 anos e 6 meses de prisão por feminicídio e ocultação de cadáver em Mato Grosso.

O Tribunal do Júri, em Cuiabá, julga nesta segunda-feira, dia 20, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos. Ele é acusado de assassinar a esposa, a empresária Nilza Moura Sousa da Silva, de 64 anos, em maio deste ano, no bairro Parque Cuiabá, em Mato Grosso.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o crime ocorreu enquanto a vítima dormia, sendo estrangulada com uma abraçadeira plástica. O corpo foi enterrado em outro imóvel da empresária, em uma vala aberta por uma máquina contratada sob a justificativa de construção de uma fossa.
A acusação, assinada pelo promotor Rinaldo Segundo, aponta interesse financeiro como motivação. Jackson teria transferido R$ 18 mil da conta da esposa para a sua própria conta e utilizado o celular da vítima para simular um sequestro, exigindo R$ 30 mil de resgate de familiares.
Para tentar esconder o crime, o acusado retirou o HD do sistema de monitoramento da casa e registrou uma ocorrência de desaparecimento na Delegacia Especializada de Estelionatos. Ele confessou o crime e indicou o local do corpo após apresentar contradições em seus depoimentos.
Jackson responde por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. A soma das penas máximas pode chegar a 63 anos e 6 meses, embora o limite de cumprimento de pena no Código Penal seja de 40 anos.
O Ministério Público solicitou ainda uma reparação por danos materiais e morais no valor de 40 salários mínimos, aproximadamente R$ 64 mil. O réu permanece preso preventivamente na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.
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