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Cuidados nos primeiros 30 dias da soja são essenciais em Mato Grosso

Monitoramento de pragas, controle de plantas daninhas e verificação de nódulos nas raízes são prioridades no início da safra.

Por Redação VORA News
Cuidados nos primeiros 30 dias da soja são essenciais em Mato Grosso

O início da safra de soja em Mato Grosso exige atenção rigorosa ao estande de plantas, controle de pragas e nodulação. Diogo Balistieri, vice-presidente Norte da Aprosoja MT, destaca que esta fase é crucial e depende de tecnologias de tratamento de sementes, além do clima e das chuvas. Devido ao custo de sementes e tratamento, que chega a quase 10% do valor da lavoura, muitos produtores têm evitado o replantio.

O combate às plantas daninhas é apontado como um ponto crítico, especialmente antes do fechamento das linhas. André Somavilla, coordenador de pesquisa do CTECNO Araguaia, da Aprosoja MT e Iagro MT, orienta que o controle ocorra nos estágios iniciais, utilizando cultivares resistentes a herbicidas. Ele ressalta que as doses de pré-emergentes devem ser ajustadas conforme a textura do solo, sendo que solos argilosos toleram doses maiores que os arenosos e siltosos.

O monitoramento frequente é indispensável para identificar lagartas, besouros e percevejos. Especialistas alertam que, em solos siltosos, falhas na emergência causadas por encrostamento podem ser confundidas com ataques de pragas, tornando o diagnóstico preciso fundamental antes de qualquer aplicação de defensivos agrícolas.

A fixação biológica de nitrogênio deve ser verificada entre 20 e 30 dias após a emergência. A recomendação é analisar se os nódulos nas raízes apresentam coloração rosada ou avermelhada por dentro. A nutrição da soja deve ter base no solo e no sistema radicular, evitando a dependência exclusiva de aplicações foliares para corrigir deficiências iniciais.

O cronograma de manejo prevê a adubação de cobertura com cloreto de potássio entre 15 e 20 dias após o nascimento da planta, e a aplicação de fungicidas entre 20 e 25 dias. No entanto, Balistieri relata que a situação financeira e o endividamento de produtores em Mato Grosso levaram alguns a reduzir ou eliminar a adubação para baixar os custos de produção.

O manejo deve ser adaptado ao tipo de solo no estado. Solos arenosos exigem cuidado com a falta de chuvas e parcelamento da adubação, enquanto solos siltosos podem apresentar selamento superficial, dificultando a emergência da soja. Já os solos argilosos retêm mais água e nutrientes, mas demandam atenção ao tráfego de máquinas para evitar a compactação.

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