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Sindicato aciona Justiça por nomeação de concursados em Tangará da Serra, MT

Entidade questiona uso de contratos temporários em funções permanentes da Prefeitura.

Por Redação VORA News
Sindicato aciona Justiça por nomeação de concursados em Tangará da Serra, MT

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tangará da Serra, em Mato Grosso, ingressou com uma ação judicial para exigir a nomeação de candidatos aprovados em concursos. A entidade questiona a utilização de trabalhadores temporários para exercer funções permanentes na Prefeitura.

A ação, que tramita na 4ª Vara Cível do Município, pede que a gestão municipal comprove quais contratações via processos seletivos simplificados atendem a demandas passageiras e quais ocupam vagas definitivas. O sindicato defende que serviços contínuos devem ser realizados por servidores efetivos.

Um ponto central da petição é o edital complementar do processo seletivo de 2026, publicado em maio. O sindicato argumenta que a convocação para preencher vagas existentes ou novas deve priorizar a chamada de aprovados em concursos vigentes, diferenciando essa situação da substituição de servidores afastados.

A entidade também solicita a análise de serviços terceirizados para verificar se atividades de servidores municipais foram transferidas a terceiros, desrespeitando a Lei Orgânica do Município. O pedido inclui a proibição urgente de novas contratações ou renovações temporárias sem justificativa concreta.

O sindicato requer que a Prefeitura apresente, em 30 dias, um levantamento de cargos efetivos, vagas abertas, contratos temporários e concursos válidos. Em 60 dias, a prefeitura deveria entregar um cronograma para a substituição de contratos considerados irregulares.

Caso as seleções atuais não sejam suficientes para preencher as vagas, a entidade solicita a realização de novos concursos, com editais publicados em até 180 dias após a aprovação do planejamento judicial. O objetivo é reorganizar o quadro de pessoal sem causar a interrupção dos serviços públicos.

A petição não especifica a quantidade de trabalhadores irregulares ou de concursados aguardando chamada, pois tais dados constam nos registros administrativos do município. Até o momento, não há decisão judicial ou manifestação da Prefeitura sobre o caso.

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