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Líderes de quadrilha de furtos a caixas eletrônicos são presos em Cuiabá e VG

Operação Círculo Vicioso identificou organização criminosa que causou prejuízo de R$ 240 mil em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Líderes de quadrilha de furtos a caixas eletrônicos são presos em Cuiabá e VG

Douglas Floriano e Eduardo Domingos foram identificados como as lideranças de um grupo especializado em furtos a caixas eletrônicos em Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso. Naturais de Santa Catarina, os dois foram presos no Maranhão nesta quinta-feira, 05 de novembro, durante a Operação Círculo Vicioso.

O delegado Igor Sasaki, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), informou que os investigados viajavam pelo país para cometer os crimes e já possuíam antecedentes similares no Rio de Janeiro e em estados do Nordeste.

A dupla chegou a Mato Grosso em dezembro de 2025 e atuou com uma facção local em furtos a caixas de farmácias, supermercados e instituições financeiras. Entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, foram registrados seis crimes que somam prejuízos de R$ 240 mil, incluindo um roubo de R$ 105 mil em um supermercado no bairro Praia Grande, em Várzea Grande.

Para romper os cofres, a quadrilha utilizava lanças térmicas de alta temperatura. O grupo também empregava produtos químicos para remover a tinta de segurança das cédulas e lavava o dinheiro por meio de empresas de fachada e depósitos fracionados em contas de terceiros.

A organização era dividida em quatro núcleos: arrombamentos, obtenção de dados financeiros, lavagem de dinheiro e recebimento de valores. A Polícia Civil detalhou que a estrutura visava esconder a origem dos recursos obtidos nos ataques.

A Operação Círculo Vicioso cumpre 74 medidas judiciais, entre elas 10 mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão. As ações ocorrem em Cuiabá, Rondonópolis, Joinville e São Luís, com apoio da Polícia Rodoviária Federal e das polícias civis de Santa Catarina e do Maranhão.

A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 240 mil em ativos financeiros dos envolvidos. A medida busca garantir a reparação dos danos causados pelos furtos realizados pela organização.

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