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STJ mantém prisão de ex-vereador por furto de gado em Nova Nazaré, MT

Investigado é suspeito de desviar 45 bois e tentar pagar testemunhas para combinar versões.

Por Redação VORA News
STJ mantém prisão de ex-vereador por furto de gado em Nova Nazaré, MT

O ministro Rogério Schietti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de liberdade de Valdoir Bento Tavares, ex-vereador de Nova Nazaré, em Mato Grosso. O investigado é suspeito de participar do furto de 45 cabeças de gado e de tentar interferir nas investigações oferecendo dinheiro para que envolvidos combinassem versões.

As investigações indicam que a venda dos animais gerou R$ 108 mil, valor que teria sido depositado na conta bancária do ex-parlamentar. O gado foi furtado durante a madrugada com a ajuda de várias pessoas, sendo remarcado para dificultar a identificação e transportado com Guias de Trânsito Animal (GTA) em nome de terceiros.

A manutenção da prisão baseia-se no risco de interferência no processo, já que o ex-vereador teria procurado o motorista do rebanho, testemunhas e outros investigados para oferecer vantagens financeiras. Além disso, a Justiça estadual apontou condenações definitivas anteriores e outra ação penal por receptação de gado.

O histórico do suspeito inclui episódios de fuga, uso de identidade falsa e a mudança de Nova Nazaré para Aruanã, em Goiás. A defesa do ex-vereador também questionou a legalidade de uma busca e apreensão realizada em agosto em sua residência em Goiás, incluindo a apreensão de um celular.

Ao analisar o habeas corpus, o ministro Rogério Schietti afirmou que não há ilegalidade evidente para derrubar a prisão antes da análise definitiva do tribunal estadual. O ministro ressaltou que a análise dos argumentos exigiria nova avaliação de provas e criticou a apresentação de múltiplos questionamentos em um único pedido.

A decisão do STJ ocorre após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) já ter negado a liberdade do investigado no dia 28 de setembro. Valdoir Bento Tavares seguirá preso enquanto a Justiça de Mato Grosso analisa os pedidos de liberdade e os questionamentos sobre as provas.

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