Gaeco investiga plano para cassar prefeita de Várzea Grande em MT
Operação apura esquema de mensalinho, corrupção e tentativa de derrubar Flávia Moretti

O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) investiga a existência de uma organização criminosa na Câmara Municipal de Várzea Grande, em Mato Grosso. A Operação Cathedra Venalis apura crimes como corrupção passiva, extorsão, concussão e a articulação de um plano para cassar o mandato da prefeita Flávia Moretti antes de sua posse.
As investigações indicam que o grupo utilizou vídeos falsos criados por inteligência artificial e a abertura de uma CPI sobre uniformes escolares para tentar remover a prefeita. O plano previa que o vice-prefeito Tião da Zaeli assumisse o Executivo, mas, após o arquivamento do processo, o foco da sucessão teria migrado para o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira.
O inquérito aponta a existência de um esquema de mensalinho financiado por empresários e empresas com contratos municipais. Entre as citadas estão a WR Cerqueira Construtora Ltda, a União Transporte e Turismo Ltda e a Construtora Nhambiquaras Ltda. A União Transportes negou a prática de atos ilícitos e afirmou que não é alvo de medidas judiciais na operação.
Relatos ao Gaeco descrevem que o vereador Kleberton Feitoza organizou reuniões com segurança rigorosa, onde celulares eram recolhidos. Outro episódio citado ocorreu em uma chácara em Cuiabá, onde parlamentares teriam sido confinados na virada de 2024 para 2025 e obrigados a assinar cartas de renúncia em branco para garantir votos na Mesa Diretora.
A investigação também menciona tentativas de influenciar a Secretaria Municipal de Educação para favorecer aliados em reformas de creches. O relatório do Gaeco destaca a mudança financeira repentina de investigados, como o vereador Cilcinho, que adquiriu um veículo de luxo pouco antes da eleição da Mesa Diretora.
O ex-vice-prefeito Tião da Zaeli negou as acusações, classificando-as como infundadas. Ele afirmou que sua renúncia ao cargo em março foi voluntária, motivada por discordâncias políticas, e declarou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
Mais notícias de Várzea Grande ›
Mais notícias de Mato Grosso
- Empresário baleado durante briga nas eleições é encontrado morto após receber alta
- Justiça autoriza nova testemunha de Paccola e mantém júri por morte de agente socioeducativo
- Colisão traseira entre carro e moto deixa duas mulheres feridas em Sorriso
- Dupla é presa com 4,5 mil litros de diesel furtado em Rondonópolis
- Empresário baleado morre três dias após receber alta em MT
- CRM-MT explica o que pode acontecer com médico após morte de jovem em cirurgia plástica