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PF investiga recebimento de R$ 8,1 milhões por conselheiro do TCE em Cuiabá

Alisson Carvalho foi afastado do cargo após a Polícia Federal identificar pagamentos incompatíveis com a remuneração do órgão em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
PF investiga recebimento de R$ 8,1 milhões por conselheiro do TCE em Cuiabá

A Polícia Federal investiga o recebimento de R$ 8,18 milhões por Alisson Carvalho de Alencar, conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), em Cuiabá. O montante, considerado suspeito, equivale a 71,7% do total repassado a outros quatro procuradores de Contas, cargo que Alisson ocupou até dezembro de 2025.

De acordo com a decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), os valores seriam incompatíveis com os padrões de remuneração do órgão. A investigação aponta que Alisson teria recebido parcelas mensais de R$ 150 mil via canal utilizado para fornecedores, em vez da folha salarial comum.

A Operação Tomada de Contas também identificou a criação da ACA Holding Patrimonial Ltda, empresa com capital social de R$ 3,47 milhões constituída por Alisson, sua mãe e um irmão já falecido. A PF apura se a estrutura societária serviu para ocultar recursos de origem suspeita.

Além do afastamento cautelar, o ministro proibiu Alisson de acessar as dependências e sistemas do TCE-MT, de manter contato com servidores e investigados e de deixar o país. O conselheiro deve entregar o passaporte e não pode realizar atos societários ou movimentar bens acima de R$ 50 mil sem aval judicial.

A operação, que mobilizou 180 policiais federais em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, resultou na prisão do presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, do consultor jurídico-geral Gregory Paiva, da secretária-executiva Roseli Loss, do servidor Adriangelo Barros Antunes e dos advogados Felipe José Glinke e Gustavo Fernandes da Silva.

Também foram afastados os conselheiros Guilherme Maluf, José Carlos Novelli e o aposentado Valter Albano. A PF apreendeu dinheiro, carros, relógios de luxo e bebidas, investigando possíveis pressões sobre fornecedores e irregularidades em contratos e pagamentos do tribunal.

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