Gaeco investiga compra de votos na Câmara de Várzea Grande em MT
Operação com busca e apreensão contra 15 vereadores apura esquemas de dinheiro e cargos para garantir apoio político.
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou, nesta terça-feira (20), mandados de busca e apreensão contra 15 vereadores em Várzea Grande, Mato Grosso. A operação investiga a suspeita de negociação de votos para a eleição e reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara Municipal.
As investigações apontam a existência de ofertas financeiras, incluindo uma sacola com R$ 100 mil e pagamentos mensais de R$ 10 mil, apelidados de mensalinho. O vereador Caio Cordeiro relatou ao Gaeco ter recusado a oferta de R$ 100 mil feita por Wanderley Cerqueira, afirmando que o dinheiro estaria guardado na casa da mãe do parlamentar.
O Gaeco apura se a empresa União Transporte e Turismo, responsável pelo transporte coletivo da cidade, teria custeado repasses mensais aos políticos. Outra linha de investigação envolve a promessa de R$ 500 mil por vereador caso ocorresse a concessão ou privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande.
Além do dinheiro, a apuração investiga a distribuição de cargos públicos e o uso de táticas de pressão. Relatos indicam que parlamentares teriam assinado cartas de renúncia como garantia de votos e que gravações clandestinas teriam sido feitas no escritório de Wanderley para chantagear vereadores que aceitassem os valores.
Wanderley Cerqueira afirmou desconhecer os motivos da operação e disse que eventuais irregularidades devem ser apuradas pela Justiça. O ex-vice-prefeito Tião da Zaeli e os vereadores Ilde Taques e Raul Curvo também negaram as acusações. Rogerinho da Dakar, ex-presidente do DAE, afirmou estar à disposição para prestar esclarecimentos.
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