Cotações do agro
Ver mais
Cuiabá
--:--
--°CCuiabá - MT
Tecnologia

Operação em Cuiabá e Várzea Grande apura compra de votos na Câmara

Gaeco investiga esquema de vantagens políticas e corrupção envolvendo 15 vereadores de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Operação em Cuiabá e Várzea Grande apura compra de votos na Câmara

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou a Operação Cathedra Venalis nesta terça-feira, 20, para investigar suspeitas de corrupção na eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. A ação mobilizou mais de 200 policiais e cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso.

Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande, incluindo o presidente da Casa, Wanderley Cerqueira, e dois vereadores de Cuiabá, Ilde Taques e Alex Rodrigues. O Gaeco apura a existência de uma organização criminosa dedicada à cooptação de agentes públicos, promessa de vantagens indevidas e a distribuição de cargos públicos e secretarias municipais.

Um dos pontos de partida da investigação foi a abordagem de policiais da Rotam em maio deste ano. Na ocasião, os vereadores de Cuiabá Ilde Taques e Alex Rodrigues foram parados com cerca de R$ 40 mil em espécie após um almoço em uma chácara do vereador Dr. Miguel, em Várzea Grande. Os parlamentares foram liberados após comprovarem a origem do dinheiro, e não há confirmação se a quantia possui relação com o esquema.

As apurações também incluem a suspeita de pagamentos periódicos a parlamentares, prática chamada de pacuzinho, que teria como objetivo garantir o silêncio de vereadores sobre irregularidades. Além disso, o grupo investiga negociações sobre a concessão do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG).

Em nota, o vereador Ilde Taques, recentemente eleito presidente da Câmara de Cuiabá, afirmou ter colaborado com a justiça e negou qualquer participação em articulações ilegais para a definição da Mesa Diretora de Várzea Grande.

Mais notícias de Mato Grosso