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Homem é condenado a 31 anos de prisão por matar empresária em Cuiabá

Jackson Pinto da Silva assassinou a esposa com uma abraçadeira plástica e simulou sequestro para obter vantagens financeiras em Mato Grosso.

Por Redação VORA News

Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, foi condenado a 31 anos e três dias de reclusão em regime inicial fechado, além de um mês e três dias de detenção em regime aberto. O julgamento ocorreu nesta terça-feira, 20, no Fórum da Comarca de Cuiabá, referente ao assassinato da empresária Nilza Moura Sousa da Silva, de 64 anos, ocorrido em Mato Grosso.

O crime aconteceu no dia 4 de maio, no bairro Parque Cuiabá, onde a vítima foi estrangulada com uma abraçadeira plástica, conhecida como enforca-gato, enquanto dormia. Após a morte, o réu transportou o corpo para outro imóvel da esposa e o enterrou em uma vala, utilizando uma máquina contratada sob a justificativa de construir uma fossa.

O promotor de Justiça Vinícius Gayva afirmou que o crime foi premeditado e motivado por interesse no patrimônio da vítima. De acordo com a acusação, Jackson transferiu 18 mil reais da conta da esposa para a sua própria conta e removeu o HD do sistema de monitoramento da residência para apagar evidências.

Para despistar as autoridades e a família, o condenado simulou um sequestro, enviando mensagens que exigiam 30 mil reais de resgate. Ele chegou a registrar o desaparecimento da esposa na polícia e participou das buscas, apresentando versões contraditórias até confessar o crime e indicar o local do corpo.

Testemunhas, incluindo a sobrinha Estefania Cristina da Liz Souza Amaral, relataram que o acusado era possessivo e controlava a vítima. Foi informado que Nilza era a provedora financeira do casal e possuía um patrimônio superior a 1 milhão de reais, composto por nove apartamentos administrados por Jackson.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de 15 dias-multa e uma indenização de 50 salários-mínimos aos sucessores da vítima como reparação pelos danos. Jackson estava preso preventivamente desde 6 de maio na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

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