ALMT instala Câmara Setorial para fortalecer cadeia do baru em Cuiabá
Grupo discutirá políticas públicas e industrialização do fruto nativo do cerrado em Mato Grosso

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em Cuiabá, instalou nesta quinta-feira, 29, a Câmara Setorial Temática (CST) do Baru. O grupo terá um prazo inicial de 45 dias para elaborar propostas de políticas públicas permanentes que visem o desenvolvimento da cadeia produtiva do fruto no estado.
O presidente da CST, Jilson São Francisco da Silva, informou que a versão preliminar das sugestões deve ser apresentada entre 10 e 15 de dezembro. A meta é solicitar a renovação do órgão a partir de fevereiro, na 21ª Legislatura, para obter mais 180 dias de estudos e encaminhar as propostas ao Poder Executivo e secretarias estaduais.
O secretário da CST, Ricardo Pavan, destacou a aquisição de uma tecnologia espanhola para a quebra do fruto e extração da amêndoa. O equipamento, que passa por validação em Mato Grosso com frutos da última safra, busca viabilizar a primeira indústria de processamento de baru no Brasil e superar gargalos de industrialização.
Pavan explicou que, além da amêndoa, a polpa do baru possui potencial para a indústria alimentícia e fabricação de ração animal por conter proteínas, fibras e carboidratos. Ele ressaltou que uma árvore pode produzir de 150 a 500 quilos de frutos por safra, dependendo do exemplar.
Os trabalhos da Câmara serão divididos em seis eixos, abrangendo a coleta, plantio, organização de extrativistas, ciência, nutrição e logística. Para a execução, serão firmadas parcerias com a Embrapa, SENAR, UFMT e SEAF.
O planejamento inclui a criação de um mapa da cadeia produtiva em MT, com foco em municípios e comunidades. Também estão previstas ações de promoção para o mercado nacional, exportação, merenda escolar e a implementação de um selo de origem de Mato Grosso.
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