Pivetta defende classificar facções como terroristas em Cuiabá
Governador de Mato Grosso propõe novo pacto nacional de segurança e maior rigor contra o CV e o PCC.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, defendeu em Cuiabá que o Governo Federal reconheça o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Para o gestor, a resistência a esse enquadramento é um exemplo de negacionismo, já que as facções praticam atos de terrorismo no estado e amedrontam a população.
Pivetta encaminhou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso um projeto de lei que propõe a classificação dessas organizações como terroristas. A proposta, que ainda aguarda análise dos deputados estaduais, prevê também a criação de protocolos específicos para a atuação das forças de segurança.
O governador sugeriu a criação de um novo pacto nacional de segurança pública. Ele defende que a União lidere a coordenação das políticas de combate ao crime, mas sem retirar a autonomia e a legitimidade dos estados para gerir serviços essenciais de segurança.
Sobre a divisão de tarefas, Pivetta afirmou que o Governo Federal deve focar na segurança nacional, priorizando a vigilância das fronteiras brasileiras por meio das forças armadas. Já o policiamento e outros serviços constitucionais devem permanecer sob responsabilidade dos estados.
Em relação aos municípios, o governador destacou a importância das guardas municipais no policiamento comunitário e complementar à Polícia Militar. Ele citou que Mato Grosso possui experiências positivas nesse modelo, que resultaram em menores índices de homicídios e violência.
Pivetta criticou a concentração de recursos financeiros em Brasília e defendeu que a União repasse mais verbas para estados e municípios. Segundo ele, o dinheiro público é melhor aproveitado quando está mais próximo do povo.
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