Milhares de andorinhas migratórias sobrevoam condomínios em Cuiabá
Aves do gênero Progne passam pela capital de Mato Grosso em busca de alimento e repouso antes de seguirem para o sul do país.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/z/l/XZJMtmQEAGdXeWyPnC4A/videos-g1-.jpg)
Moradores do bairro Jardim Tropical, em Cuiabá, Mato Grosso, observam diariamente, há mais de um mês, a passagem de milhares de andorinhas. Os voos sincronizados ocorrem no final da tarde sobre condomínios residenciais, onde as aves buscam repouso e alimento.
O fenômeno integra a rota migratória anual de espécies como a andorinha-grande, do gênero Progne. As aves deixam regiões frias do Hemisfério Norte, incluindo o sul dos Estados Unidos, com destino ao sul do continente sul-americano para fugir das baixas temperaturas.
O professor Dr. João Batista Pinho, do Laboratório de Ecologia de Aves da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), explica que esses bandos podem reunir 20 mil ou 30 mil indivíduos. Ele ressalta que, devido ao crescimento urbano, as aves passaram a frequentar novos bairros, diferentemente de anos anteriores, quando a passagem era mais comum em áreas como o Jardim Universitário e o Belvedere.
De acordo com o ornitólogo, as primeiras chuvas funcionam como um gatilho ecológico ao provocar a revoada de insetos, especialmente cupins alados. Esse alimento nutritivo permite que as andorinhas acumulem gordura corporal e energia para prosseguir a viagem.
O especialista diferencia as visitantes das aves nativas de Mato Grosso: enquanto as residentes usam a fartura de insetos para iniciar ciclos reprodutivos, as migratórias focam apenas na reposição de energias. A permanência na capital dura de alguns dias a poucas semanas, dependendo do clima e da oferta de alimento.
Mais notícias de Mato Grosso
- Investigadores encontram corpo enterrado em cova rasa no interior de MT
- Nariz torto, silicone saindo: médico que operou jovem que morreu em cirurgia acumula processos
- Após anos de abandono
- Energisa cobra fatura com medição até 132% acima da média sem justificativa e é multada pelo Procon
- Buraco aberto há quase um ano causa quedas e prejuízos em VG
- Operação contra desmatamento ilegal na Amazônia mato-grossense aplicou mais de R$ 86 milhões em multas