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Justiça de Cuiabá torna 11 pessoas rés em processo sobre facção criminosa

Decisão envolve investigados por lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Operação Replay em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Justiça de Cuiabá torna 11 pessoas rés em processo sobre facção criminosa

A Justiça de Mato Grosso aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual contra Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como WT, sua esposa Thawany Nunes Silva de Bulhões e outras oito pessoas. O grupo é acusado de lavagem de dinheiro e organização criminosa em Cuiabá.

Entre os novos réus estão a advogada e influenciadora Dayane Karol Moreira da Silva, o ex-assessor da Câmara de Cuiabá Brunno Passos da Silva e o jogador de futebol amador Alex Júnior Santos de Alencar. Também integram a lista Emerson Ferreira Lima, Katani Adorno Bocardi, Ygor Henrique da Silva Martins, Anderson Alves de Sousa e Allan Xavier da Silva.

A decisão foi assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que considerou preenchidos os requisitos legais e a materialidade dos crimes. Os réus têm agora o prazo de 10 dias para apresentar a resposta à acusação.

Na mesma decisão, o magistrado homologou o arquivamento da investigação para sete pessoas, incluindo Aldemir de Assis Campos. Com isso, a prisão preventiva de Campos, conhecido como Tucão, foi revogada.

O caso é derivado da Operação Replay, iniciada em 30 de julho, que apontou Paulo Witer Farias Paelo como tesoureiro da maior facção de Mato Grosso. A Polícia Civil investigou que ele mantinha o comando financeiro e disciplinar da organização mesmo estando preso em ala de segurança máxima.

A operação resultou no cumprimento de 10 mandados de prisão e medidas cautelares contra 14 investigados em Mato Grosso, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 17,2 milhões, incluindo imóveis de alto padrão e veículos.

O bloqueio financeiro abrange até R$ 15,324 milhões em ativos. De acordo com a Polícia Civil, esse valor corresponde à movimentação identificada em uma contabilidade apreendida durante as diligências.

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