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Gaeco investiga venda de cargos em Cuiabá e Várzea Grande, MT

Operação Cathedra Venalis apura comercialização de funções públicas e esquemas de corrupção envolvendo vereadores.

Por Redação VORA News
Gaeco investiga venda de cargos em Cuiabá e Várzea Grande, MT

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Cathedra Venalis em Cuiabá e Várzea Grande, Mato Grosso. O nome da ação, traduzido do latim como cadeira venal ou cargo negociado, refere-se à investigação sobre a possível venda de funções públicas e o uso de mandatos para proveito próprio.

As buscas e apreensões foram realizadas exclusivamente em endereços comerciais e residenciais dos alvos, sem cumprimento de mandados nas sedes das Câmaras Municipais das duas cidades. A investigação começou após uma denúncia feita em maio sobre um suposto centro de corrupção em Várzea Grande.

O grupo investigado teria o objetivo de assegurar a reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) na presidência da Câmara de Várzea Grande. A denúncia indica ainda a articulação para cassar a prefeita Flávia Moretti (PL) e a existência de acordos de propina relacionados à privatização do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

A lista de investigados inclui 13 vereadores de Várzea Grande: Wanderley Cerqueira (MDB), Gisa Barros (Podemos), Rogerinho Dakar (PSDB), Cilço da Cruz (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Dr. Miguel (Cidadania), Lucélia Oliveira (Agir), Kleberton Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos) e Enfermeiro Emerson (PP).

Em Cuiabá, os vereadores Alex Rodrigues (Podemos) e Ilde Taques (Podemos) também são alvos. A operação envolve ainda os servidores de Várzea Grande Lorineide, diretora financeira da Câmara, e Samir Katumata (PL), secretário legislativo e suplente.

As equipes policiais seguem analisando documentos, celulares e dispositivos eletrônicos que foram recolhidos durante as diligências nos endereços particulares dos envolvidos.

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