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Educação

Justiça ordena que prefeito de Cuiabá apague vídeo sobre estudantes e professores

Decisão judicial determina a remoção de conteúdo que associa a comunidade acadêmica de Mato Grosso ao uso de drogas e facções.

Por Redação VORA News
Justiça ordena que prefeito de Cuiabá apague vídeo sobre estudantes e professores

A juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada de Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, determinou que o prefeito Abilio Brunini (PL) exclua de suas redes sociais vídeos que associem estudantes e professores de universidades públicas ao consumo de drogas e a facções criminosas. A medida atende a uma representação da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat).

As declarações foram feitas no dia 13 de outubro, na Casa 22, durante evento de defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A Adunemat argumentou que as falas do prefeito ultrapassaram a crítica política e configuraram abuso de direito, atingindo a dignidade e a honra da categoria.

Na decisão, a magistrada destacou que a visibilidade do agente público e a rapidez de propagação nas redes sociais tornam a manutenção do vídeo prejudicial ao ambiente universitário e ao livre pensamento. Para garantir o cumprimento da ordem, foi fixada uma multa diária de R$ 1 mil.

Embora a Adunemat tenha solicitado R$ 100 mil em danos morais, a juíza focou a tutela de urgência na retirada do material. O prefeito de Cuiabá ainda possui a possibilidade de recorrer da sentença.

Paralelamente, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) abriu duas notícias de fato para investigar a conduta de Abilio Brunini. Uma apuração foca nos ataques pejorativos a professores e alunos por serem eleitores do presidente Lula.

A segunda investigação do MPMT trata de declarações em que o prefeito ironiza a relação entre patrões e empregados com divergências políticas, sugerindo que apoiadores do atual presidente deixem seus postos de trabalho.

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