Gaeco investiga 15 vereadores em Várzea Grande e Cuiabá
Operação Cathedra Venalis apura suspeitas de corrupção e organização criminosa no Legislativo de Várzea Grande, em Mato Grosso.

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) realizou, nesta terça-feira (20), a Operação Cathedra Venalis em Várzea Grande, Cuiabá e Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. A ação visa investigar suspeitas de corrupção, cooptação de agentes públicos e a atuação de uma organização criminosa na administração da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Ao todo, foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão 13 vereadores de Várzea Grande, incluindo o presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), e dois vereadores de Cuiabá, Alex Rodrigues e Ilde Taques, que foi eleito presidente da Câmara cuiabana na última semana.
A lista de parlamentares de Várzea Grande também inclui Rosi Prado (União), Alessandro Moreira (MDB), Braz Jaciro (PSDB), Cilcinho (PV), Sargento Galibert (PSB), Enfermeiro Emerson (PP), Gisa Barros (Podemos), Kleberton Feitoza (PSB), Lucélia Oliveira (Agir), Dr. Miguel Júnior (Cidadania), Raul Curvo (Republicanos) e Wender Madureira (Republicanos).
Além dos vereadores, a operação atingiu a servidora comissionada Lorineide Inhan e o secretário do Parlamento e suplente de vereador, Samir Katumata, ambos em Várzea Grande. O Gaeco busca identificar a participação de agentes públicos em esquemas de vantagens indevidas no Legislativo local.
A mobilização contou com mais de 200 policiais, com suporte de unidades da Polícia Militar, como Bope, Rotam, Cavalaria, RAIO e policiamento ambiental. O material recolhido passará por análise para apurar as responsabilidades e condutas individuais.
O contexto da investigação ocorre durante uma disputa judicial pela Mesa Diretora de Várzea Grande para o biênio 2027/2028. A reeleição de Wanderley Cerqueira em maio foi anulada pelo ministro Dias Toffoli, do STF, por irregularidade na antecipação do pleito.
O Gaeco ainda não confirmou se a Operação Cathedra Venalis, cujo nome em latim remete a cargo negociado, possui ligação direta com a briga política pela presidência da Câmara.
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