Câmara de Cuiabá abre CPI para investigar rombo de R$ 80 milhões em livros
Comissão apura suspeitas de superfaturamento e fraudes em compras da Educação em Mato Grosso.
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A Câmara Municipal de Cuiabá oficializou a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis fraudes e superfaturamento na compra de livros e materiais didáticos. A apuração foca em irregularidades que podem ter causado um prejuízo estimado de R$ 80 milhões aos cofres públicos de Mato Grosso.
A formalização ocorreu nesta quarta-feira (21) por meio de resolução assinada pela presidente da Casa, Paula Calil. O grupo de trabalho, presidido pelo vereador Demilson Nogueira, tem o prazo de 120 dias para concluir as investigações, com início previsto para quinta-feira (22).
As suspeitas surgiram em maio, após denúncias do prefeito Abilio Brunini. Entre os pontos questionados está a compra de livros de informática para escolas que não possuíam a disciplina na grade curricular nem laboratórios em funcionamento. O Ministério Público de Mato Grosso e o Tribunal de Contas do Estado também analisam os contratos.
O ex-secretário de Educação, Amauri Monge, negou qualquer irregularidade nas aquisições. Ele rebateu a denúncia de livros custando R$ 800 cada, explicando que o valor referia-se a um sistema pedagógico com plataformas digitais e formação de professores, proposta que não teria sido contratada.
Em contrapartida, Amauri Monge acusou a gestão municipal de realizar uma pedalada fiscal superior a R$ 100 milhões na pasta da Educação, alegando que recursos destinados à área não teriam sido repassados.
A composição da CPI conta com Marcus Brito Júnior na vice-presidência e o Tenente-Coronel Dias como membro titular. Os suplentes são Wilson Kero Kero, Marcrean Santos e Cezinha Nascimento. Ainda não há calendário definido para convocações ou depoimentos.
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